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quarta-feira, 4 de abril de 2018

"Outro 64 será inaceitável", diz Janot sobre tuíte de comandante do Exército...

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Janot declarou na rede social que "outro 64 será inaceitável" O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot reagiu à declaração do general Eduardo Villas Bôas, que afirmou que o Exército "se mantém atento às suas missões institucionais"  e compartilha "com os cidadãos de bem" o "repúdio à impunidade". Para Janot, "outro 1964 será inaceitável". "Isso definitivamente não é bom. Se for o que parece, outro 1964 será inaceitável. Mas não acredito nisso realmente", escreveu o ex-PGR fazendo uma referência ao golpe de 1964, quando o então presidente João Goulart foi deposto e teve início a ditadura militar no Brasil. Rodrigo Janot @Rodrigo_Janot Isso definitivamente não é bom. Se for o que parece, outro 1964 será inaceitável. Mas não acredito nisso realmente. oantagonista.com/brasil/generai… 22:51 - 3 de abr de 2
A declaração do comandante do Exército também foi feita pelo Twitter e logo ganhou grande repercussão, sobretudo por ocorrer na véspera do julgamento de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo STF (Supremo Tribunal Federal), marcado para esta quarta (4). "Asseguro à nação que o Exército brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais", escreveu Villas Bôas. "Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?". Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo, e poderá ser preso se o STF negar o habeas corpus. Os três desembargadores da 8ª Turma entenderam que Lula recebeu o imóvel como propina paga pela empreiteira OAS em troca de contratos na Petrobras. O petista nega ser dono do imóvel e afirma ser alvo de uma perseguição política promovida por setores do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal, para impedi-lo de ser novamente candidato à Presidência. O habeas corpus impetrado pela defesa de Lula busca que a pena imposta ao expresidente comece a ser cumprida somente em caso de rejeição de todos os recursos possíveis em todas as instâncias do Judiciário. Lula lidera, com folga, as principais pesquisas de intenção de voto para a corrida presidencial de outubro, mas devido à condenação por um órgão colegiado da Justiça, deve ser impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa. Leia também: Se Lula for eleito, alternativa será intervenção militar, diz general da reserva . Atos em SP e Rio por prisão de Lula tomam avenidas e pressionam STF Com vigília e militância, Lula verá julgamento em sindicato do ABC Na véspera de julgamento, Cármen fala em momento "turbulento" Instabilidade e sugestão de intervenção militar Mais cedo, o general da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa declarou ao jornal O Estado de S. Paulo que se o STF permitir que Lula se candidate e se "Se acontecer tanta rasteira e mudança da lei, aí eu não tenho dúvida de que só resta o recurso à reação armada. Aí é dever da Força Armada restaurar a ordem. Mas não creio que chegaremos lá", disse Lessa, segundo reportagem publicada no site da revista Exame. O julgamento do recurso de Lula no STF tem sido precedido de forte pressão. A Corte já recebeu dois abaixo-assinados nesta semana, um pela prisão após condenação em segunda instância e outro contrário a esse entendimento. Atos opostos ao ex-presidente e outros de apoio ao petista também têm sido organizados desde esta terça-feira (3). Na quarta, vias de Brasília serão bloqueadas, e manifestantes pró e contra Lula serão separados por grades e policiais militares. Na semana passada, a caravana do ex-presidente Lula pelo sul foi alvejada por três tiros  durante a passagem pelo Paraná. No mesmo dia, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, declarou à GloboNews que ele e sua família têm recebido ameaças . Na segunda-feira (2), a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, pediu "serenidade"  disse que "violência não é justiça". Já nesta terça, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, declarou esperar um "clima ordeiro" nas manifestações desta semana.
Fonte:https://noticias.uol.com.br
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